EUA e Irã se preparam para negociações de paz no Paquistão

Publicada em: 10/04/2026 15:33 -

As delegações de Estados Unidos e Irã devem se reunir neste sábado (11) para discutirem um cessar-fogo definitivo. O encontro deve ocorrer em Islamabad, capital do Paquistão, sob forte esquema de segurança. Desde o início do conflito, essa é a primeira reunião presencial entre norte-americanos e iranianos.

 

O vice-presidente americano, JD Vance, chefia a delegação enviada por Washington e, por parte do Irã, participam o chanceler Abbas Araghachi e o chefe do Parlamento, Mohamad Ghalibaf.

 

Em meio ao 42º dia de conflito no Oriente Médio e o segundo dia de uma trégua recente, o Irã, Estados Unidos e Israel seguem alegando acusações de violações do cessar-fogo por parte do adversário.

 

Na madrugada desta sexta-feira (10), instalações petrolíferas do Kuwait foram atacadas por drones. O Irã segue controlando o estreito de Ormuz e diz ter colocado minas em partes das águas da região.

Israel continua atacando o Líbano e diz que o país nunca fez parte do acordo de cessar-fogo com o Irã. Esse é um dos pontos defendidos pelos iranianos, que os libaneses devem fazer parte do acordo ou não chegarão a uma decisão.

 

As negociações devem ser muito difíceis, já que há muitos pontos estão em aberto, como a abertura do Estreito de Ormuz, já que Teerã quer manter o controle sobre a região e os Estados Unidos, países do Golfo e a Europa são contra.

 

Outro ponto levantado na discussão é os Estados Unidos retirarem as sanções econômicas impostas ao Irã, mas com as condições de retirar 400 kg de urânio altamente enriquecido pelo Irã, limitar o programa de mísseis e o apoio a grupos aliados armados, como o Hezbollah e os houthis. O Irã rejeita essas cláusulas.

 

Enquanto isso, o território libanês continua sendo bombardeado. Apesar de o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, dizer que aceita discutir condições para terminar os ataques no Líbano, Israel vai continuar bombardeando o país mesmo durante as possíveis negociações. Desde o início do conflito, já são mais de 2 mil mortos no país, milhares de feridos e pelo menos um milhão de deslocados no Líbano.

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