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Galípolo diz que não é crime pagar acima do CDI

Publicada em: 09/02/2026 16:29 -

Caso Master expõe desafios da supervisão bancária, diz presidente do Banco Central

Nesta segunda-feira (9), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o caso do Banco Master gerou confusão e desinformação no debate público, sobretudo sobre a legalidade de oferecer rendimentos acima do mercado. Em evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo, ele disse que não há nenhuma regra que impeça uma instituição financeira de fazer esse tipo de captação. Portanto, não seria uma justificativa para exigir a liquidação do banco por si só.

No momento da decretação da liquidação, o Master tinha apenas R$ 4 milhões em caixa, diante de mais de R$ 120 milhões em CDBs a pagar que já não estavam cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A partir de abril de 2025, o Banco Central passou a atuar de forma coordenada com o FGC, impondo restrições à instituição. Nesse período, o fundo começou a honrar integralmente os CDBs que venciam, sem custo adicional.

“A captação líquida do Master coberta pelo FGC cai R$ 9,2 bilhões em 2025. A captação não coberta cai R$ 2 bilhões. E o aporte do acionista em dinheiro ou em conversões de letras financeiras ultrapassa R$ 2 bilhões”, disse Galípolo.

Para o presidente do BC, o episódio evidencia desafios regulatórios, ainda que não haja risco sistêmico no país. Ele destacou o aumento no número de instituições sob supervisão, em meio à redução do quadro de servidores, e defendeu o debate sobre autonomia orçamentária da autoridade monetária.

 

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