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PSOL recorre ao STF para anular decisão do Congresso que derrubou aumento do IOF

PSOL recorre ao STF para anular decisão do Congresso que derrubou aumento do IOF

Partido alega que Legislativo invadiu competência do Executivo ao sustar decreto de Lula; medida deve acirrar embate entre os Poderes

Após o Congresso Nacional derrubar dois decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que aumentavam as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o PSOL decidiu, nesta sexta-feira (27), recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar anular a decisão. O partido, que integra a base aliada do governo, argumenta que o Legislativo invadiu uma competência privativa do Poder Executivo ao sustar os decretos presidenciais.

Segundo o PSOL, a derrubada do decreto configura uma violação ao princípio constitucional da separação dos Poderes. A sigla afirma que apenas a Presidência da República pode legislar sobre o tema e que, portanto, o Congresso extrapolou suas atribuições. A presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, criticou ainda o impacto social da decisão, alegando que ela prejudica a população mais pobre e beneficia os mais ricos ao manter um sistema tributário injusto e regressivo.

A ação apresentada pelo partido inclui um pedido de liminar para sustar o decreto legislativo aprovado pelo Congresso. O PSOL foi o primeiro a judicializar a questão, mesmo enquanto setores do governo ainda discutiam internamente os caminhos a seguir após a derrota no Legislativo. A alta do IOF, anunciada inicialmente em 22 de maio, tinha como objetivo gerar uma arrecadação de R$ 61 bilhões em dois anos, sendo R$ 20 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026.

A decisão do Congresso de barrar os decretos foi considerada uma das maiores derrotas recentes do governo Lula. Na Câmara dos Deputados, a votação terminou com 383 votos a favor da derrubada e apenas 98 contra. No Senado, a medida foi aprovada de forma simbólica, revelando uma articulação entre a oposição e parte da base governista. A judicialização da matéria agora acirra ainda mais os ânimos entre Executivo e Legislativo.

 

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